SRZD | Jacqueline Sobral


As novidades e a importância de estarmos informados

| Jacqueline Sobral | 19/08/2008 11:25:34

 

Já nos acostumamos a não conseguir acompanhar as novidades tecnológicas que surgem todos os dias - levei um susto quando li outro dia que o Nintendo Wii, aquele super moderno vídeo-game que para jogar a pessoa tem que fazer os próprios movimentos do bonequinho, foi lançado nos EUA em 2006! Como assim??? Eu OUVI falar nele outro dia e nem tive ainda oportunidade de vê-lo e pegá-lo com minhas próprias mãos! Mas é assim mesmo... Aposto que um menino de dez anos riria de mim... 

Agora, na prática, temos que ficar atentos para não sermos passados para trás, devido à nossa "desinformação". Veja o que aconteceu comigo outro dia:

Uma amiga me contou há pouco tempo que o notebook dela, da mesma marca e modelo que o meu, tinha pifado e que foi preciso pagar uma grana para o bichinho "ressuscitar". Segundo o técnico, ele já havia consertado uns cinco computadores iguais e que esse modelo esquenta mais do que devia, levando a máquina a parar de respirar. A solução? Comprar um COOLER para o notebook.

Não sei vocês, mas até esse momento a minha associação direta e objetiva à palavra cooler era com bebidas geladas e gostosas. Mas não! Existe um cooler, uma espécie de placa (um pad) que você coloca embaixo do notebook. Basta ligar a tomada USB dele à saída do seu computador que começa a sair um arzinho gelado.

Aproveitei um dia que eu estava no centro para comprar na hora do almoço o tal do cooler - até por que não tenho computador de mesa, meu note é a minha vida!

Entrei no prédio da Avenida Central e comecei a perguntar "Oi! Você tem um cooler para notebook, aquele pad que a gente coloca embaixo do computador?" Nas minhas duas tentativas iniciais, os vendedores me olharam como se eu fosse um ET de Varginha que tinha saído do mato naquele momento.

Aproximei-me da terceira pessoa, um cara simpático, e sabe o que ele me respondeu? "Olhaaa, é difícil encontrar esse cooler para notebook, viu!? Mas... Para você, eu vou tentar encomendar por unssss.... R$ 360..."  Simpático, mas querendo me roubar dinheiro! A minha sorte é que antes de sair de casa pesquisei na internet e já tinha visto um cooler por R$ 100 e poucos. 

Respondi ao "mui amigo": "Olhaaa, não trabalho com informática, mas é você que está desinformado. Digita `cooler´ + `notebook´ no Google e você vai descobrir que ele é fácil de encontrar e custa R$ 100. Tenha um bom dia."

Hunf! Na minha quarta tentativa, encontrei o que queria, pelo preço correto. Meu notebook agora está melhor do que eu: tem arzinho portátil à disposição.

PESQUISEM SEMPRE NA INTERNET ANTES DE REALIZAREM UMA COMPRA!


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Pausa para refletir

| Jacqueline Sobral | 13/08/2008 11:08:11

"Para a felicidade, só nos resta 'não ver'. Fechar os olhos. É uma lista de negativas: não ter câncer, não ler jornal, não ligar para as tragédias, não olhar os meninos-malabaristas no sinal, não ver os cadáveres explodidos na TV, não ter coração, se transformar num clone de si mesmo, num andróide programado para ter esperança, vivendo um presente infinito e longo, incessante e delirante como uma rave sem fim."

O texto é do Arnaldo Jabor, escrito em outubro de 2007 e publicado no jornal O Globo. Achei-o perfeito para ilustrar a sensação que tive hoje ao dar uma lida nos sites de notícias, ao pensar sobre o conflito entre a Rússia e a Geórgia, e ao refletir sobre este nosso imenso mundo virtual. "Hoje, felicidade é ser desejado. (...) Esta infantilização da felicidade pela mídia se dá num mundo em parafuso de tragédias sem solução, como uma disneylândia cercada de homens-bomba. Não precisamos fazer ou saber nada, o sujeito só existe se aparecer. (...) O Horror deixou de ser um susto - faz parte da vida. (...) A liberdade/felicidade virou mais uma camuflagem do capitalismo. No fundo, temos uma secreta nostalgia da submissão. A liberdade dá angústia. (...) O chamado 'eu' virou um privilégio para meia dúzia de loucos e, claro, para as grandes corporações donas do mercado do desejo."

Ao reler hoje essa crônica de Jabor, fiquei com a impressão de que estamos mergulhando no mundo das futilidades para fechar os olhos para as grandes tragédias que vêm dominando o mundo - algo do tipo "já que não posso fazer nada para conter as guerras e para tirar as crianças da rua, vou é me concentrar nas últimas fofocas dos artistas, assistir ao vídeo da dança do quadrado no You Tube, comprar o celular que acabou de ser lançado e, assim, ser feliz."

O rabino Nilton Bonder, em seu livro "Ter ou não Ter, Eis a Questão", afirma que o indivíduo que quer "ser" precisa sempre se fazer essa pergunta. Segundo ele, como a verdadeira posse está na conquista e não na propriedade, ao escolher o que não se quer ter, o sujeito define quem ele é. "O vício da civilização é transformar tudo em posse", afirmou, em entrevista concedida em 2006.

O filme "O Clube da Luta" mostra bem essa dicotomia entre ser e ter. Na época em que foi exibido no Brasil, as cenas de violência do longa-metragem foram bastante criticadas, principalmente devido àquele acontecimento trágico - um insano invadiu o cinema de um shopping atirando na platéia com uma metralhadora. O fato é que o filme é muito mais que um amontoado de seqüências violentas. Quantas pessoas não têm sua vida resumida ao acúmulo constante de bens materiais como o personagem de Edward Norton, que tinha como seu único objetivo, no início da história, comprar móveis novos para o seu apartamento?

Desculpem se estou muito filosófica hoje, mas acho que esse debate tem TUDO A VER com os avanços tecnológicos, com os nossos desejos intermináveis por novos produtos, estimulados por um mercado que aprende cada vez mais a manipular as informações que depositamos nesta vitrine chamada internet. Precisamos urgentemente assumir a responsabilidade de estabelecer limites para nós mesmos, caso contrário podemos começar a achar que SER é TER a última novidade tecnológica ou ESTAR ONLINE. Já pensou nisso?


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Faça back up enquanto é tempo!

| Jacqueline Sobral | 04/08/2008 15:45:33

Você já ficou pendurado no computador horas e horas, fazendo aquele relatório interminável e CHATO para o seu chefe, ou "parindo" aquela monografia, com todas aquelas normas ABNT que dão mais trabalho do que o texto em si, e... de repente o computador pifou e você simplesmente PERDEU TUDO?

Isso já aconteceu comigo uma vez e nunca mais! Acabei desenvolvendo um TOC (transtorno obsessivo-compulsivo): assim como estou acostumada a dar espaço entre as palavras, aperto "control B" (ou "control S", no caso do meu notebook) a cada, sei lá, um minuto para ter certeza de que o meu trabalho está sendo salvo.

No fundo, todo mundo sabe que é importante fazer backup de tudo que gravamos no HD do nosso computador, porque hoje em dia praticamente a nossa VIDA está nele. Mas na prática muita gente não tem esse hábito. Pois atualmente é muito fácil fazê-lo e barato!

Existem sites que fazem isso por nós! Vou citar dois (ambos em inglês), um que conheço e outro que já me recomendaram:

www.carbonite.com
US$ 49,95 por ano

Ele te dá a opção de fazer um teste drive: você se inscreve e instala o software, que imediatamente começa a fazer backup dos seus arquivos. Tudo que está no seu HD "ganha" uma bolinha amarela (que fica ao lado de cada arquivo/programa). À medida que o Carbonite vai fazendo o backup, as bolinhas amarelinhas se transformam em bolinhas verdinhas. O processo pode demorar dias e só é feito quando o computador está ligado - você tem como ver o status do serviço. Quando o backup é finalizado, ele fica armazenado no site.

Experimentei e gostei. Precisava reinstalar alguns programas no meu note e fui informada de que alguns arquivos poderiam "se perder por aí". Apelei para o Carbonite e facilmente reinstalei tudo. Se você não opta por pagar a assinatura anual, o seu backup depois de alguns dias desaparece do sistema deles.


www.mozy.com
US$ 4,95 por mês

Já ouvi boas referências desse backup online. Para testá-lo, há a opção de fazer back up gratuito de seus arquivos até atingir 2GB.

Acho que contratar um serviço de backup online é um senhor investimento! Eficente e barato para as Neosaldinas e Novalginas que você vai economizar... As tecnologias são óóótimas, mas falham... E quando falham... Deixam a gente na mão direitinho, sem nem dizer um "Ops, foi mal!"

 


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Uma lei para nós consumidores mal atendidos!

| Jacqueline Sobral | 30/07/2008 10:10:59

Gente, hoje quero comemorar um decreto que o presidente Lula está prestes a assinar!

Finalmente uma lei para defender os direitos de nós, pobres consumidores que pagam em dia por suas conexões de internet, telefone, TV a cabo e somos SUPER mal atendidos ao ligar para os serviços de atendimento ao cliente.

A partir de dezembro, ao ligar para um Call Center de uma prestadora de serviço, a empresa só poderá nos deixar "pendurados", ouvindo aquela musiquinha irritante, por no máximo dois minutos. Outra regra maravilhosa: "O consumidor só precisará contar sua história uma única vez. Ele não precisará contar a história da sua vida, a data de nascimento da sua avó e o nome do seu primeiro cachorro para obter a primeira informação", declarou a secretária de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Mariana Tavares, em entrevista à Folha de São Paulo de hoje.

De acordo com o decreto que Lula deve assinar amanhã, as prestadoras de serviço terão de incluir duas opções na gravação irritante que nos atende: o de cancelamento do serviço e o de contato com um atendente. Dessa forma, ressaltou a secretária, acaba esse jogo de "empurra-empurra".

Claro que o setor já está reclamando, dizendo que é inviável. Dá vontade de responder a eles "Para contestar, disque um. Para espernear, disque 347. Ouça a musiquinha por três horas, repita sua história 18 vezes que, ao final, não resolveremos seu problema e ainda terminaremos a ligação perguntando se podemos ajudar em algo mais..."

Como acredito que sites de difícil navegação e nada funcionais para os usuários são apenas uma extensão da cultura de descaso mantida pelas empresas por intermédio de seus serviços de telemarketing, talvez um decreto como esse possa representar o início de uma mudança positiva para o mundo virtual.

Para terminar, coloco aqui uma sátira já muito boa sobre o serviço de atendimento de call Center feita pelo Pedro Cardoso e por uma atriz muito boa... Acho que o nome dela é Bianca Byington.

O vídeo:

 


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Em vez de conversar, deixe logo um recado no celular

| Jacqueline Sobral | 23/07/2008 10:34:43

As relações humanas estão sim abaladas pela necessidade de sermos cada vez mais objetivos e rápidos em nossos e-mails, mensagens de MSN e ligações telefônicas. Temos que dar conta de tantas tarefas em um dia só que não é possível passar mais do que dez minutos (já é muito) ao telefone com alguém.

Você já ligou para o celular de alguém rezando para que a pessoa não atendesse e a ligação caísse direto na secretária eletrônica para você falar logo o que quer e desligar?

Quem mora nos Estados Unidos já tem um aliado: a Slydial, um serviço de mensagem de voz que te conecta diretamente à secretária eletrônica do celular da pessoa com a qual você quer falar - ops, falar não: deixar um recado gravado. Um dos slogans do serviço é Just tell your side of the story (Simplesmente diga a sua versão da história).

Para usar o serviço, basta ligar para o telefone da Slydial. Após o atendimento eletrônico, você digita o número do celular desejado e é automaticamente conectado à secretária eletrônica da pessoa. É de graça e você nem precisa se cadastrar.

O site da Slydial é um bom exemplo de site objetivo e funcional. Gostei. Logo na home ele te dá exemplos de situações nas quais você pode usar o Slydial, como por exemplo: você acabou de lembrar do aniversário de um amigo seu, mas já está tarde e você nem sabe se ele ainda está acordado. O que você faz? Deixe uma doce mensagem de parabéns no celular dele.

Eu li sobre o Slydial em uma matéria publicada no site da CNN. A reportagem informa que a "dona" do serviço é uma empresa sediada em Boston chamada MobileSphere. A idéia de desenvolver o Slydial surgiu quando a companhia pesquisava formas de diminuir os custos com chamadas internacionais. O serviço foi lançado nesta segunda e, apesar de ainda estar em fase Beta (em testes), já tem cinco mil usuários.

 


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Para as mulheres: brechós online!

| Jacqueline Sobral | 16/07/2008 11:06:45


Lendo a revista Megazine do jornal O Globo desta semana, me deparei com a nota sobre o blog Era meu, pode ser seu, da médica Fernanda Vieira, publicada em uma matéria que aborda campanhas contra o desperdício. Decidida a se desfazer de roupas e sapatos que não queria mais e ganhar um trocado, ela criou um brechó online. No canto direito do blog, ela informa quais são suas medidas e tamanho, dados fundamentais para quem se interessar por uma peça. Para atrair o cliente, Fernanda disponibiliza fotos das roupas, nas quais ela própria é a modelo - mas ela também vende peças da avó e de amigas.

Achei a idéia genial e decidi navegar em busca de outros blogs similares... Gente, descobri simplesmente que existe um mundo de brechós online voltado para nós mulheres consumistas e vaidosas! Entrei em uns 15 e selecionei cinco (além do Era meu, pode ser seu):

Moda to go - A autora vai morar fora do país e precisa se desfazer das peças que ocupam os seus dez armários (!!!!). Tem roupas, bolsas e sapatos bonitos, várias peças da Zara, e ainda aceita pagamento via Pag Seguro.

Nós Queremos - o brechó online traz roupas e sapatos de bom gosto. Perfeito para mulheres "pequenas" - tem muita peça P. No geral, os calçados são tamanho 36.

Ces´t Vintage - Oferece bijuterias, lenços, roupas e sapatos. O pagamento é por Pag Seguro e você ainda pode parcelar!

Varalzin - Oferece peças de lojas variadas.

Brechó da Bruxa - As peças estão em promoção este mês. Pagamento é feito via depósito bancário.

Boas compras!


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O Mau Uso do e-mail

| Jacqueline Sobral | 11/07/2008 14:35:55

O e-mail hoje em dia é uma das ferramentas de comunicação mais utilizadas nas empresas, até porque ele se torna um documento, algo que pode te proteger de determinadas situações ? se alguém diz que não fez tal coisa, pois ninguém pediu, e você tem um e-mail que mostra o contrário, tudo resolvido.

A grande questão que pergunto a vocês é: as pessoas SABEM utilizar o e-mail de forma eficiente? Minha resposta (minha opinião): NÃO.

Resolvi descrever algumas situações das quais já fui vítima e que já presenciei. Quero saber se vocês as reconhecem... Vou fazer isso aos poucos, em posts diferentes...

Situação 1: O e-mail chat (também conhecido como pseudo-objetivo)
 
Vamos fingir que seu nome é João. Maria acabou de te copiar num e-mail no qual a última mensagem é "Rita, pedirei ao João que providencie a reunião." Primeira pergunta que vem à sua cabeça: reunião sobre o quê e com quem? O que você faz, então? Com o scroll do mouse, tenta desvendar o mistério lendo as mensagens trocadas pelas duas pessoas e acaba descobrindo que mais gente está envolvida - a coisa virou um chat de tanto e-mail trocado.

O grande problema é que, depois de perder 15 minutos lendo cada mensagem, você constata que ninguém citou as informações e os dados necessários para você fazer o seu trabalho. Os 15 minutos se transformam em 20 porque você acaba tendo que dar um reply no e-mail da Maria dizendo o óbvio: "Prezada Maria, preciso dos dados tais e tais para fazer o que me foi requisitado."

Resumo: Para se livrar logo da questão, Maria encaminhou rapidamente aquele e-mail que traz quinhentas outras mensagens a João. No entanto, a única coisa que ela conseguiu foi atrasar todo o processo. Seria melhor se Maria, que está por dentro de toda a história, "perdesse" cinco minutos do seu tempo descrevendo em detalhes o que queria de João.

O pior é que tem profissionais que não fazem isso uma vez! Parece que estão na empresa SÓ para mandar e-mails pseudo-objetivos. Isso me irrita e a vocês? 


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Lançamento do Google e a greve dos Correios

| Jacqueline Sobral | 09/07/2008 11:04:45

 
Em vez de você falar com seus amigos num chat comum e bidimensional, com um retângulo para você digitar e ler as mensagens e contar com um espaço para eventualmente colocar fotos e vídeos, que tal poder escolher um avatar (uma animação) e um cenário para tornar o bate-papo mais divertido? Que tal a conversa ocorrer por intermédio daqueles balões de diálogo que nem história em quadrinho?

A novidade foi lançada esta semana pelo Google. A nova ferramenta se chama Lively, que, por enquanto, faz parte do Google Labs ? a área do site da empresa destinado a projetos que permanecem em fase Beta (experimental). O usuário escolhe se quer entrar numa sala já existente ou se quer criar a sua própria e, da mesma forma que um vídeo do You Tube, ele pode colocar o chat no seu blog ou no seu perfil do Orkut, por exemplo.

A novidade que já está sendo chamada de "Second Life do Google" foi desenvolvida por uma engenheira chamada Niniane Wang, dentro daquela filosofia da empresa de que os funcionários devem dedicar um dia da semana ao desenvolvimento de projetos inovadores.

Para quem usa ferramentas como o MSN ou o Google Talk para fins profissionais, o Lively vai parecer brinquedo de criança. Mas se o objetivo é colocar o papo em dia com os amigos, acho que vale a pena testar a novidade.

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Greve dos Correios e o e-commerce

Nos últimos dias, fiquei meio resistente à idéia de fazer compras pela internet por conta da greve dos Correios. Mas ontem tive um insight: ?pérai, os Correios não são a única empresa transportadora. Os sites de comércio eletrônico devem trabalhar com mais de uma. Pois, fiz uma pesquisa para constatar o que eu já imaginava: entrei em três sites de e-commerce (Submarino, Shoptime e Casa e Vídeo) e nenhum deles informa em sua home se a greve dos Correios está ou não afetando as suas entregas. Eles devem estar deixando de vender por um deslize bobo e fácil de resolver.

 

 


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Usabilidade? Só com mudança cultural.

| Jacqueline Sobral | 04/07/2008 16:17:54

A gente vive falando de "usabilidade" na internet, mas não me espanta o fato de que existem tantos sites dificílimos de navegar. Muitas empresas estão apenas transferindo os labirintos e verdadeiros testes de paciência que já são os seus call centers para a web. A questão é cultural e o erro vem da base. Para essas companhias, o cliente nunca tem razão e elas estão ali para fazer um "favor" ao consumidor.

Quase todos os 0800 de hoje são atendidos por gravações que cospem números... "Para falar com a assistência técnica, tecle 6; para falar sobre faturas, disque 17..." Geralmente, a voz não dá a opção que você quer e, ao discar 9, atende uma pessoa que te dará informações não necessariamente "verdadeiras" - se você desligar e ligar de novo (faça o teste, eu já fiz), o novo atendente te fornecerá instruções COMPLETAMENTE diferentes e depois mandará você ligar para outro número da companhia para repetir toda a sua história. Foi o que aconteceu comigo nesses últimos dias ao entrar em contato com a Net. Na terceira explicação que obtive diferente, perguntei para a última atendente: "Vem cá, em quem eu acredito? Em você, na Beth ou na Paula?"

Tá, eu sei que o tema "teleatendimento no Brasil é ruim" já está mais do que batido. Mas quero fazer uma comparação com o que vemos na internet (confesso também que tenho fé: de tanto reclamarmos, vai que um dia a coisa muda).

Um bom serviço de telemarketing assim como um bom site (leia-se: navagável) não estão na cultura de muitas empresas brasileiras. Experimenta entrar no site da TVA para consultar as opções de serviço e os seus respectivos preços. Eu rodei, rodei e rodei por lá e achei tudo muito confuso. Eles mantêm um atendimento online, em forma de chat, para tirar dúvidas. Foi assim que eu tirei as minhas. Mas, então, é melhor não ter site, apenas o chat. Em alguns sites, você simplesmente não consegue navegar devido à quantidade de flashs que tornam o processo lento.

"Usabilidade é um termo usado para definir a facilidade com que as pessoas podem empregar uma ferramenta ou objeto a fim de realizar uma tarefa específica e importante", diz a Wikipedia. Essa deve ser uma das principais preocupações da empresa que quer vender um produto ou um serviço na web. Segundo pesquisas, 35% dos usuários que têm problemas para realizar uma atividade no seu site acabam indo para o concorrente.

Para que isso não aconteça com a sua empresa, use uma linguagem objetiva, estruture a navegação das páginas de forma que o potencial cliente não fique perdido (é bom sempre ter um botão de "voltar para a home" em todas as páginas, coloque um "mapa do site" e principalmente: não esqueça de manter telefone e e-mail de contato visíveis (a não ser que seu business seja 100% automatizado).

Outra dica: se você tem mais de um público-alvo, já coloque na home, em destaque, links para cada um deles. Por exemplo, se eu tenho um site que vende sapatos, logo na minha primeira página posso ter três tipos de opção de pesquisa, por idade, por gênero e outra por estilo: adultos/crianças, masculino/feminino e social/esportivo/casual. E por aí vai... Dá uma olhada no site da Gap.

A melhor forma de saber se o seu site é fácil de usar é se colocar no lugar do usuário e navegar por ele como se fosse o cliente. Peça também a pessoas fora do negócio para fazer o mesmo. O site da concorrência pode até ser mais bonito, mas se o seu for mais simples de navegar e prático, você já sai na frente.

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Por falar em usabilidade, segundo reportagem do jornal Valor Econômico desta semana, a Claro e a TIM estão oferecendo aos seus clientes VIPs o personal mobile, serviço de consultoria para ensinar os clientes a explorar e usar todas as ferramentas e serviços dos seus aparelhos celulares. Achei a idéia muito legal! Bem que podiam inventar consultores mais globais que fossem à casa das pessoas ensinar a usar o que elas quisessem: máquinas fotográficas digitais, notebooks, microondas que falam com você e têm um botão próprio para risotos e tantos outros equipamentos. Conheço um monte de clientes em potencial!


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Tecnologia, educação e cultura

| Jacqueline Sobral | 01/07/2008 18:37:30

Resolvi destacar para vocês duas questões que foram discutidas no e-Learning Brasil, congresso no qual estive presente na semana passada, em São Paulo:

O celular será ou não utilizado para a educação a distância em breve (o chamado "mobile learning")?

O guru Elliot Masie, consultor e pesquisador em tecnologias emergentes e aprendizado corporativo, acredita que sim, pois, segundo ele, os cursos estão cada vez menores em termos de conteúdo - ensinar algo não significa despejar todas as informações em cima do aluno, é preciso apresentar o contexto e deixar que ele procure por conta própria os temas nos quais deseja se aprofundar.

 
Seguindo a linha contrária, Marc Rosenberg, consultor de empresas em e-learning, afirma que o celular não conseguirá substituir o computador, justamente por ter um formato bem menor. Para ele, o aparelho será utilizado para fornecer "pílulas" de informações importantes. "Acredito que num futuro próximo, poderemos nos cadastrar em um site para receber por celular avisos de que revistas e livros das áreas de nossos interesses acabaram de ser publicados. Isso sim eu consigo visualizar", ressaltou.


Que mudanças a tecnologia e a cultura vêm sofrendo?

"A tecnologia é um meio, não um fim. Estamos vivendo uma transição cultural e precisamos constantemente pensar em como compartilhar e transferir conhecimento individual através da conectividade. A verdadeira democracia é a democracia do conhecimento", afirmou Stavros Xanthopoylos, diretor executivo do FGV Online. De acordo com o professor, o indivíduo de hoje quer customização, flexibilidade e liberdade. "Outro dia, eu estava assistindo a um programa no Discovery Channel que ressaltava como o cavalo foi importante para o ser humano dominar o espaço e o tempo. Atualmente, esse papel é da tecnologia. Seu objetivo é integração, flexibilidade, disponibilidade e conectividade."

Felipe Westing, diretor da área de Performance Organizacional da Right Management Consulting, lembrou que em 1900 havia apenas um telefone para cada grupo de 170 pessoas no mundo, ao passo que a partir de 2000 o número total de e-mails trocados diariamente chega a 171 bilhões. "As mudanças tecnológicas e as mudanças culturais caminham juntas. Na década de 1900, os talentos profissionais eram preparados para as necessidades locais, enquanto hoje eles são preparados para necessidades locais e globais." Para Westing, já estamos deixando a era do conhecimento para entrarmos na era da inteligência. "Um dos riscos que corremos com a tecnologia é a de querermos nos entupir de conhecimento, mas isso não significa que estamos pensando e aplicando o que passamos a conhecer."

Vocês teriam respostas diferentes para essas questões?


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"e-forgetting"

| Jacqueline Sobral | 25/06/2008 18:48:13

Estive hoje no primeiro dia do e-Learning Brasil, congresso de educação a distância que está sendo realizado aqui em São Paulo. São dois dias de debates sobre novas tecnologias, sobre essa nova metodologia de ensino, sobre internet, etc.

Quando eu voltar para o Rio, vou escrever mais sobre as discussões. Hoje só vou dar uma "entrada" do menu:

Um dos palestrantes de hoje foi o Marc Rosenberg. Ele é consultor na área de e-learning e gestão do conhecimento e ex-presidente da International Society for Performance Improvement (ISPI). Ele fez uma afirmação em relação à educação a distância que serve para o uso das novas tecnologias e as interações que vêm sendo possibilitadas por elas:

"Nosso desafio não é mais educação e treinamento: é o e-forgetting. Não adianta falar na utilização da internet no aprendizado e de Web 2.0, se não houver uma mudança cultural nas pessoas. É preciso ESQUECER como fazíamos no passado, para explorarmos tudo que as novas tecnologias nos oferece."

Prometo escrever mais! Estou indo agora para a premiação das instituições e empresas que se destacaram no ano passado em e-learning... (Como tá frio em Sampa!)

Inté!


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De que cor você vai pintar a parede?

| Jacqueline Sobral | 23/06/2008 18:38:59

Estou às voltas com mudança de apartamento, viagem para São Paulo para Congresso de Ensino a Distância, Congresso sobre Liderança e outras atividades. Já acionei minha praticidade para resolver o corre-corre da melhor maneira possível, mas, às vezes, é o supérfluo que entra na nossa rota do desejo: de que cor devo pintar uma das paredes da sala do novo apartamento? Gente, não tenho ainda nem sofá, nem me mudei, e já estou aqui com essa "dúvida cruel"... Pode? Deve ser coisa de seres que têm dois cromossomos X... 

Bom, o fato é que, por motivações pessoais, descobri que as fabricantes de tinta já entenderam que podem explorar a internet para alavancar seus negócios. As duas que pesquisei, a Suvenil e a Tintas Coral oferecem ao usuário uma "simulação de ambientes", na qual você pode testar diversas cores no cômodo que escolher...

No site da Coral, por exemplo, há diversos tipos de sala de estar. Você escolhe a que for mais parecida com a sua. Aí, é só começar a fazer testes. É possível brincar com as cores da parede, do teto, do sofá, da cortina, do tapete... Achei esse simulador bem fácil de usar e útil!

Além desse simulador, os sites das fabricantes de tintas trazem dicas de decoradores, artigos sobre a história das cores, como aplicá-las em cada ambiente de acordo com o efeito desejado (Mais luz? Sensação de amplitude? Aconchego?). Elas poderiam simplesmente montar um site com as cores, seus nomes e suas referências e um sistema de "encontre a loja mais perto de você". No entanto, decidiram realmente ajudar o cliente a escolher as cores e, assim aumentar as chances de satisfação do consumidor! Ponto para elas!

Já consegui descartar o vermelho/vinho e agora estou na dúvida entre algum tom de verde, de amarelo ou de um laranja meio bege (sou péssima nesse ramo de cores)... Mas também adoro azul... Ai...


Outra boa dica para quem vai mudar: já foi tempo que era preciso ficar indo às lojas mais próximas, aos supermercados, para pedir caixas vazias de papelão. ADORARIA ter tempo para fazer isso, mas como não tenho, apelei mais uma vez para a internet. Digitei no Google as palavras "caixas", "papelão" e "mudança" e apareceram sites de diversas empresas que entregam "kit mudança" em domicílio, composto de caixas de papelão, fita e aquele papel cheio de bolinha para embalar material frágil. Liguei para lá, fiz o depósito bancário e no dia seguinte o meu kit já estava lá em casa!

....................


Anselmo, o Delicious não tem versão em português, mas fui pesquisar e descobri o Linkou. O próprio site se entitula a versão brasileira do Delicious. Não naveguei a fundo, mas a ferramenta parece simples!


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Organize a SUA internet

| Jacqueline Sobral | 21/06/2008 18:45:27

ATENÇÃO! Se você já é um expert em internet, não leia este post, pois as duas dicas que darei a seguir vão parecer bobas... Mas acredito que elas possam ser úteis para quem tenta encontrar uma forma de organizar o seu próprio mundo virtual.

Vocês sabem que excesso de informação pode ser prejudicial?  Efeitos colaterais: DESinformação. Minha memória, por exemplo, é seletiva por uma questão de sobrevivência: simplesmente NÃO DÁ para guardar de cabeça tudo o que leio, tudo o que me contam, tudo o que escuto por aí. A solução, então, é arranjar alguma forma de guardar essas informações de uma maneira que elas estejam disponíveis quando quero resgatá-las.

Para que você não se transforme em um dicionário ambulante, há ferramentas na própria internet, por exemplo, que podem ser usadas para você organizar esse MONTE de sites interessantes que encontramos de repente no meio de uma pesquisa virtual, quase sempre quando estamos com pressa.

Primeira dica:

Uma ferramenta que uso no meu dia-a-dia é o Del.icio.us., um dos bookmarks mais famosos do momento. Encontrei um site legal, estou sem tempo de ler agora, mas quero guardá-lo para uma visita mais tarde? Em vez de registrar no "meus favoritos" do browser (navegador), cadastro o tal site no meu Delicious. Ele te dá a opção de organizar os sites por tags (palavras-chave) - assim, se quero, por exemplo, visitar todos os sites e blogs que falam sobre "marketing digital", basta digitar essa expressão e encontro facilmente o que quero. Além da organização, outro benefício é que posso acessar a minha lista de qualquer computador.

Segunda dica:


Como uma típica jornalista, estou constantemente fazendo anotações do que ouço e leio de interessante em um bloquinho ou em uma folha de papel, mas já entendi que esse "sistema" é falho, pois vivo esquecendo onde anotei ou perdendo "informações preciosas"... Uma solução que encontrei (não que eu tenha abandonado de vez o velho hábito) foi o Google Notas. É um programa que te permite recortar textos, imagens e links da web, arrastando tudo para dentro do bloco de notas (que nem a gente faz com um arquivo no Windows), organizando e dividindo tudo em seções, sem precisar deixar a janela do seu browser. Se você costuma abrir um novo arquivo do editor do texto (Word ou similares) para dar um Control + C, Control + V toda vez que quer guardar uma informação interessante, vale a pena testar esse programa do Google. Assim como o Delicious, é possível acessar o Google Notas de qualquer computador usando o login e a sua senha do Google. Depois que você instala o programa, você vai ver sempre a opção "Abrir bloco de notas" em uma barra localizada na parte inferior do seu browser.

Estas são as duas dicas que queria dar hoje. No início, demorei um pouco para me acostumar a usar essas ferramentas - nós seres humanos somos assim mesmo: temos uma certa resistência ao novo e o hábito só é mesmo desenvolvido com uma certa insistência (se você já fez dieta, sabe do que estou falando). Mas hoje em dia já me acostumei a utilizá-las e minha vida ficou um pouco menos desorganizada!


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Gente, obrigada pelos comentários que vocês estão deixando aqui! Continuem escrevendo, viu!? E quem tiver dicas de tema, de sites, etc, por favor, escrevam!!!


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Entreter para vender

Jacqueline Sobral | Jacqueline Sobral | 18/06/2008 13:36:02

Navegando agora de manhã meio sem rumo pela internet, me deparei com um ótimo exemplo de marketing viral. A Sprint, empresa americana de serviços de telecomunicação móvel, criou um hot site bem criativo para divulgar uma promoção de ligações gratuitas ilimitadas entre 19h e 21h: o Waitless.

O site mostra vídeos com sugestões de como economizar nosso tempo com algumas tarefas, desde técnicas para amarrar o tênis a fazer um bebê parar de chorar (não acreditei muito nessa da criança, não). Além disso, você pode calcular no site quanto tempo você vai gastar NA VIDA com qualquer atividade cotidiana - eles fazem a conta com base em uma expectativa de vida de 78 anos.

Os vídeos são divertidos! Um ótimo exemplo de criatividade para divulgar uma marca.

 


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Publicidade e internet caminham juntas

Jacqueline Sobral | Jacqueline Sobral | 17/06/2008 15:05:00

A propaganda perde espaço para a publicidade quando se trata de internet. A diferença: propaganda é a divulgação patrocinada de um produto, enquanto publicidade é "o ato de tornar público". Por isso é que hoje em dia é tão importante para o site de uma empresa estar bem posicionado na pesquisa orgânica do Google!

Responda sinceramente: ao acessar um site, você gosta que um anúncio "pule" na tela e atrapalhe a sua visão do que realmente te fez entrar naquela página? Acho o pop-up uma das invenções mais irritantes da web. A maioria dos browsers tem recursos para bloquear essas "janelinhas penetras", mas eles só funcionam 100% quando os pop-ups usam códigos HTML - infelizmente, vários conseguem driblar os filtros por serem desenvolvidos hoje em dia com códigos em Flash e em Javascript.

O pop-up é filho da propaganda e herdeiro dos comerciais de TV, que invadem a tela entre uma programação e outra. Essa é uma estratégia conhecida como "marketing de interrupção": funciona (ainda?) na televisão, mas na internet faz o usuário rapidamente usar o seu "controle remoto" chamado mouse e mudar o rumo da sua navegação.

No mundo virtual, sai de cena a via de mão única e entra o diálogo e a participação; a massificação do marketing perde espaço para o contato personalizado. Se você ainda mantém a idéia de que é preciso "martelar" a sua marca na cabeça do consumidor ou fazer uma campanha agressiva de persuasão, esqueça a internet.

Estou lendo "Google Marketing", escrito pelo consultor de internet e publicitário Conrado Adolpho. A leitura tem sido bem interessante, porque ele aborda essas mudanças que vêm ocorrendo no comportamento do consumidor e como as empresas e os profissionais devem lidar com a Web 2.0, como é possível desenvolver uma campanha de marketing viral (papo para outro post), etc. Ele criou um neologismo que resume bem a questão da publicidade: é preciso investir na "encontrabilidade".

"Ah, eu me faço acessível e depois adoto uma postura passiva?" Claro que não! A internet também é ótima para medir o ROI (Return On Investment): existem ferramentas que mostram quem acessou o seu site/blog, quando, como, onde... Com esses dados, você avalia que efeitos a estratégia atual está tendo e se é preciso efetuar mudanças. Quer um exemplo de ferramenta gratuita? Faça uma visita ao Google Analytics e depois me conta!

 


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Jacqueline Sobral

Jornalista e especialista em Relações Internacionais. Trabalhou na rádio CBN como repórter, produtora, redatora e locutora; foi repórter de Economia do Jornal do Commercio e do JB, e atuou também na Globo News. Desde 2005, é assessora de imprensa do IDE/FGV.

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